ELABORAÇÃO
DE PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA: PESQUISA E AUTORIA
AS TRANSFORMAÇÕES DE METODOLOGIAS EM SALA DE
AULA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA OS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL.
Roseli Silva Minzon
NOVA ANDRADINA
JULHO/2017
SUMÁRIO
1-
INTRODUÇÃO...................................................................................................3
2-
OBJETIVOS................................................... ...................................................4
3- JUSTIFICATIVA ......................................................................................5
4- METODOLOGIAS
.............................................................................................6
7- REFERENCIAS..................................................................................................7
8- ANEXOS...........................................................................................................10
INTRODUÇÃO
Com as mudanças e transformações pela qual
encontra a sociedade, os governos vêm “apostando” ou “reciclando”, “novas”
metodologias para serem trabalhadas em sala de aula, com o objetivo de fazer
com que os alunos aprendam através de meios diversificados de metodologias, sem
ser o professor o centro da educação, mas o aluno o foco do conhecimento. Para
isso se faz necessário esse projeto, para que possa estudar sobre essas “novas”
metodologias que são propostas pelo Estado do Mato Grosso do Sul, seus prós e
contras e de que forma elas podem contribuir para auxiliar o professor e
incentivar o conhecimento do aluno, quebrando assim paradigmas referentes a
sala de aula e a forma de aprender superando desafios.
Por
isso não pode haver um faz de conta dentro das salas de aulas, mudando as
nomenclaturas, dizendo que faz desse ou daquele jeito, mas não saber fazer ao
certo, o cerne é o aluno, sua aprendizagem, sua participação efetiva no
processo de conhecimento, autoria, no protagonismo juvenil.
O
professor, sendo mediador, não perde seu papel insubstituível, tem-se que
perder o medo da mudança, na sociedade atual a mudança seria a única constância
em nossas vidas. O papel do professor (seja ele professor, mediador, tutor,
mentor), nunca deixará de existir e sempre será importante na sociedade, o
lugar certo do professor, então, é de mediador no sentido “ativo" de
parceria fundamental, decisiva para a construção da autoria e autonomia
discente.
Nesse
sentido este projeto visa colaborar com toda a comunidade escolar, conhecendo
desafios, buscando soluções sempre de forma colaborativa e respeitando as
peculiaridades locais.
OBJETIVOS
Geral
Compreender
e auxiliar nas mudanças da prática pedagógica das escolas (professores,
coordenadores, diretores, secretaria, comunidade escolar) para atender os
alunos do século XXI.
Específicos
● Conhecer os principais desafios para a mudança
das práticas pedagógicas.
● Analisar teoria e prática afim de convergi-las
para o conhecimento com aplicações em sala de aula.
● Apontar as características (diferenças e
similaridades se houver) do modelo de aula tradicional do modelo de aula
contemporâneo para que ambas possam direcionar o aluno a aprendizagem.
● Estimular a pesquisa através da mediação.
● Compreender a metodologia de pesquisa e a
metodologia da problematização como caminhos para aprendizagem do aluno.
● Perceber o professor como mediador de todo o
processo de conhecimento e sua importância no contexto atual para a autonomia
do aluno.
● Incentivar o trabalho colaborativo entre os professores
de áreas diferentes.
● Fomentar a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade.
● Propor ações diferenciadas para a superação da
educação convencional.
● Auxiliar na produção de material didático para
que o professor mediador se torne um professor autor.
JUSTIFICATIVA
Na
atual conjuntura, faz-se necessário uma transformação das metodologias
aplicadas em sala de aula, por isso a mudança é fundamental para a questão de
aprendizagem. Não pode-se aceitar o sistema, o modelo educacional ao qual se encontra
e não propor alternativas de mudanças visando uma educação ativa. Partira-se da
iniciativa do professor em sala de aula em propor metodologias diferenciadas
baseadas em pesquisa e problematizações para despertar a curiosidade do aluno,
para que juntos, professor e aluno possam caminhar para um conhecimento eficaz
aprendendo e (re)aprendendo constantemente, para isso o professor deverá ter
formação contínua, precisará ser o mediador da aprendizagem do aluno,
valorizando todo os conhecimento prévio que o mesmo já possui e aprendendo a
trabalhar em grupos, evitando assim a fragmentação que existe na educação em
todos os sentidos.
Para
Barbosa e Moura (2013, p. 51). A escola tradicional seria transformada em
espaços de aprendizagem, base de uma sociedade sustentada em aprendizagem
intensiva. É uma visão de aprendizagem radicalmente diferente do modelo
convencional de sala de aula, onde o quadro negro e o professor se impõe
perante os alunos como a quinta-essência do espaço de aprendizagem da era industrial
Por
isso é de fundamental importância um projeto que venha de encontro com as
necessidades atuais dos professores da educação básica do Estado do Mato Grosso
do Sul, auxiliando-os com propostas inovadoras e incentivos para a
transformação em sala. Sabe-se que os resultados não virão de forma rápida e
nem práticas concretas, mas tem se a certeza que a construção em conjunto tem
grande probabilidade de sucesso e ao longo do processo as práticas irão se
concretizar.
De
acordo com Caldwell e Spinks (1998), citado por Barbosa e Moura (2013), uma de
suas previsões é que os fundamentos da educação vão se expandir para incluir
práticas de solução de problemas, estímulo à criatividade, inovação e
capacitação do indivíduo para aprendizagem ao longo da vida. A aprendizagem
acontece em todas as fases da vida e deve - se trazer os alunos para seu
contexto social, para a realidade que vivenciam e não somente “problemas
imaginários”, onde os alunos não entenderão sua aplicabilidade, não compreendem
a linguagem do professor e por isso desistem de aprender.
Mais
do que o ensino, a aplicação da pesquisa na escola conduz ao domínio das
habilidades didáticas renovadoras pela discussão, pela leitura, pela
observação, pela coleta de dados para comprovação de conjecturas sobre os fatos
pela análise criativa das deduções, conclusões e, sobretudo, pela reconstrução
do conhecimento a partir daquilo que os alunos já sabem. (NINIM, 2008, p. 20).
A
pesquisa para os professores e alunos da Educação Básica tem que se apresentar
de uma maneira amena, natural e o professor tem que ser um parceiro do aluno
neste processo de aprendizagem e oferecer indicações diversas que suscitam a
curiosidade dos alunos em busca do saber e respeitar o tempo de cada um para a
construção do conhecimento.
Para
Ninin (p.23, 2008), a pesquisa é, então, entendida como um instrumento
problematizador que, quando planejada e mediada pelo professor, faz do
aluno-copiador um aluno-pesquisador. A questão é que muitas vezes pela
quantidade de informações, os professores veem-se despreparados para orientar
seus alunos em relação à tarefa de pesquisar.
É fundamental que o
professor participe do processo de repensar a construção do conhecimento, na
qual a mediação e a interação são os pressupostos essenciais para que ocorra
aprendizagem. Contudo, a mudança na prática pedagógica não deve acontecer de
forma agressiva para o professor, nem para o acadêmico, evitando-se assim a
queima de etapas. A opção por uma metodologia ativa deve ser feita de forma consciente,
pensada e, sobretudo, preparada para não tirar do professor a alegria de ensinar.
Está mais do que na hora de rever a prática pedagógica universitária para que os
futuros profissionais não sejam mais rotulados como “cópias”, que cursou a faculdade
reproduzindo o saber existente, sem acrescentar nada de novo. Uma proposta
construtivista para o ensino superior consiste em educar para a autonomia, através
de metodologias inovadoras, para a descoberta, utilizando-se da pesquisa, participação
dos alunos, trabalhos em grupo, como um meio de aprofundar e resinificar conhecimentos. (BORGES E ALENCAR, 2014, 120)
Assim,
precisa-se urgentemente ultrapassar o saber superficial pautado no acúmulo de
informações, isso não levará nossos alunos a nada, dará –se um exemplo superficial,
mas quem expressará muito bem a frase anterior: se fomos analisar as
adolescentes de 10 à 15 anos, a maioria tem a informação que se tiverem relação
sexual sem o uso de métodos anticoncepcionais irão engravidar, mas porque mesmo
assim a cada ano cresce o número de adolescentes grávidas? A informação têm,
acontece que não basta apenas ter informações, é o uso que você faz daquilo que
você sabe, se não for de interesse, não irá acrescentar em absolutamente nada
na vida. Agora imagine uma sala de aula, com seis aulas diárias, a gama de
informações perdidas que existe.
Para
isso este projeto se fará presente, para compreender o real papel do professor
do século XXI, o professor mediador que instigue o aluno a pesquisar, a
problematizar e não que tenha respostar prontas e acabadas para todas as
perguntas, dúvidas que o aluno possa ter, não é dar respostas e sim meios para
que o próprio aluno busque “suas verdades” de acordo com o contexto e a época a
qual se encontra, frisando que nenhuma mentira ou verdade seja absoluta, tudo é
relativo é a única certeza que podemos dar aos alunos.
METODOLOGIAS
Será
realizada primeiramente uma pesquisa bibliográfica com autores que tratam deste
tema, como por exemplo: Pedro Demo, Paulo Gilene Cysneiros, Paulo Freire,
Antonio Carlos Gomes da Costa, Viviane Mosé, José Pacheco, Neusi Aparecida
Navas Berbel, entre outros.
Será feita também uma pesquisa em algumas
escolas que usam metodologias diferenciadas e seus resultados, principalmente
escolas Integrais e de Autoria, será realizada uma pesquisa com professores e
alunos da cidade de Nova Andradina e região a respeito da educação em suas
escolas. O questionário aplicado será por amostragem, e depois escolhido
aleatoriamente alguns professores e alunos para uma entrevista qualitativa com
perguntas abertas.
Por
fim, com a colaboração de todos os envolvidos na pesquisa será sugerido tipos
diferenciados de metodologias em sala de aula em uma oficina de formação para
os professores visando a capacitação contínua dos mesmos e o trabalho em
grupos, visando a continuidade destes trabalhos nos próximos anos aumentando a
rede de professores pesquisadores.
REFERENCIAS
BERBEL,
Neusi Aparecida Navas, As
metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes, Semina:
Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, jan./jun. 2011.
Cairu em Revista.,
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COSTA, Antônio Carlos Gomes da. Por uma pedagogia da presença.
Disponível em: http://200.248.123.130/CGI-BIN/om_isapi.dll?clientID=138209&infobase=grupo3.nfo&softpage=Browse_Frame_Pg42 acesso em: 17/05/2017
Com. Ciências Saúde. A prática da Metodologia Ativa: compreensão dos discentes enquanto
autores do processo ensino aprendizagem, Bárbara de Caldas Melo e Geisa
Sant’Ana, p.327- 339, 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/pratica_metodologia_ativa.pdf acesso em: 17/05/2017.
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DEMO, P. Metodologias Ativas Estratégias para salvar a aula, ensaio 94, 2016.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes, Integração e Interdisciplinaridade no ensino brasileiro Efetividade ou
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Filosofia e Educação (Online). A metodologia da problematização com o Arco
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Berbel e Sílvio Ancizar Sánchez, Volume 3, Número 2, Outubro de 2011 – Março de
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MAGUEREZ, C. Elementos para uma pedagogia de massa na assistência técnica agrícola.
In. MAGUEREZ, C. Análise do sistema
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Relatório apresentado à Coordenadoria
de Assistência Técnica Integral - CATI.
SAVIANI, D. A pedagogia no Brasil. História e
teoria. Campinas: Autores Associados, 2008.
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