Resenha elaborada antes da correção 08/05/2017.
BARBOSA, Eduardo Fernandes. MOURA, Dácio Guimarães de. Metodologias ativas de aprendizagem na Educação Profissional e Tecnológica. B. Tec. Senac, Rio de Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67, maio/ago. 2013.
BARBOSA, Eduardo Fernandes. MOURA, Dácio Guimarães de. Metodologias ativas de aprendizagem na Educação Profissional e Tecnológica. B. Tec. Senac, Rio de Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67, maio/ago. 2013.
Ana Gabriela Lorenzini Rodrigues
Jessica Melo Caetano
Marislei Sanches Ferreira Martins
Regiane da Silva Macedo Lima
Roseli Silva Minzon
Shirley Ferreira Mesquita Orteney
Resenha Analítica
Apresentamos abaixo a resenha analítica do artigo Metodologias Ativas de aprendizagem na Educação profissional e Tecnológica, escrito por Eduardo Fernandes Barbosa e Dácio Guimarães de Moura, que elucida a revisão de práticas tradicionais de ensino, discute possibilidades de metodologias ativas na Educação Profissional, especialmente as metodologias Aprendizagem Baseada em Problemas e Aprendizagem Baseada em Projetos. Inicialmente o autor descreve o contexto de mudanças atuais que permeiam a sociedade e que afeta o educador. Na sequência, o autor falará dos tipos de aprendizagem que são necessárias e o papel das tecnologias nesse processo. O autor ressalta ainda que a sala de aula é o “chão da fábrica”, local onde mudanças de aprendizagem são mais esperadas. Em seguida, ele definirá o conceito de Metodologias Ativas de Aprendizagem.
As constantes mudanças no contexto educacional têm provocado ansiedade indefinida nos educadores e profissionais da área, pois escola e aluno mudaram muito nas últim décadas e novas habilidades são exigidas de profissionais desse século. O contexto educacional brasileiro é muito diversificado. Alunos e professores vivem em tempos diferentes.
Segundo Araújo, (2011, p.51) o século XIX “tem agora, também, de dar conta das demandas e necessidades de uma sociedade democrática, inclusiva, permeada pelas diferenças pautada no conhecimento inter, multi e transdisciplinar, com a que vivemos neste início de século 21”. Vivemos uma escola de professores que foram formados no século XIX, e tem que educar adolescentes do século 21, onde se muda constantemente nomenclaturas mas não muda-se práticas pedagógicas, cobra-se de todos os lados, mas não trazem “modelos prontos” para a mudança que se faz necessário em nosso sistema educacional, para Barbosa e Moura (2013, p.54, ), reorganizar currículos, sem a devida capacitação de professores, pode não gerar os resultados desejados.
Essa reformulação teria que acontecer primeiramente nos professores, em sua formação, e não no conteúdo em si, mas na forma como se aprende, os professores precisam se despir dessa roupagem da aula tradicional e mesclar com inovações, com práticas que possam utilizar-se de problemas ou projetos.
No século XXI a escola tradicional transforma-se em espaços de aprendizagem. Nessa linha, a organização da escola e dos papéis dos principais envolvidos no processo muda radicalmente, desde a fundamentação da educação pautada na resolução de problemas até a inovação e capacitação para a aprendizagem ativa. É preciso reinventar a educação adequando-se a sociedade multifacetada do século XXI. As tecnologias são um suporte importante para uma aprendizagem significativa, que não se restringe apenas ao desenvolvimento verbal, memória, mas às competências essenciais para o mundo do trabalho.
As novas metodologias devem possibilitar a eficiência e eficácia da aprendizagem do aluno, percebendo a influência das TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) nos processos de aprendizagem e no futuro profissional e seus processos produtivos. De acordo com Caldwell e Spinks (1998), uma de suas previsões é que os fundamentos da educação vão se expandir para incluir práticas de solução de problemas, estímulo à criatividade, inovação e capacitação do indivíduo para aprendizagem ao longo da vida.
A aula deverá ser transformada em momentos de aprendizagens, a metodologia é ativa, pois ela se reinventa, é ativa porque traz o aluno para participar ativamente do seu processo de aprendizagem, sendo o principal responsável pelo seu conhecimento. Segundo Barbosa e Moura (2013, p.55) em um ambiente de aprendizagem ativa, o professor atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como fonte única de informação e conhecimento.
A aprendizagem ativa é quando o aluno interage com a aula de modo que esse aluno não seja um mero expectador e sim um construtor do seu próprio conhecimento, o que leva esse aluno a pensar, refletir e agir em seu contexto social. O professor não poderia aplicar o mesmo plano de aula em turmas de contextos sociais totalmente diferenciados, a mera aula expositiva se torna rotineira, automática e se torna uma metodologia passiva de apenas transmissão de conteúdo.
Segundo Pecotche (2011, p.55), a metodologia ativa faz o uso das faculdades mentais de pensar, raciocinar, observar, refletir, entender, combinar, dentre outras que, em conjunto, formam a inteligência, compreendendo assim, que a aprendizagem acontece em todos os ambientes, e o conhecimento prévio do aluno deve ser respeitado e valorizado.
O sistema educacional não pode visar somente formar indivíduos preparados para o mercado de trabalho, mas sim formar pessoas capazes de trabalhar coletivamente, interagir, ajudar, respeitar os conhecimentos e limites dos outros com os quais convivemos, afinal saber viver é saber conviver um com o outro, pois seres humanos não nasceram para viver sozinhos.
Para Ribeiro (2005), os alunos que vivenciam esse método adquirem mais confiança em suas decisões e na aplicação do conhecimento em situações práticas. É o aprender fazendo, os alunos precisam vivenciar essas situações problemas para tomar decisões próprias e/ou em coletivo e assim reforçar a autonomia do ser enquanto ser pensante, que reflete, age em seu contexto, o aprendizado tem que ser significativo para o aluno.
A aprendizagem significativa verifica-se quando o estudante percebe que o material a estudar se relaciona com os seus próprios objetivos. [...] É por meio de atos que se adquire aprendizagem mais significativa. A aprendizagem é facilitada quando o aluno participa responsavelmente do seu processo. A aprendizagem auto iniciada que envolve toda a pessoa do aprendiz – seus sentimentos tanto quanto sua inteligência – é a mais durável e penetrante (GADOTTI, 1994).
A aprendizagem ativa ocorre quando o aluno participa e interage do assunto - lendo, ouvindo, falando, discutindo, fazendo e ensinando - sendo que ele é estimulado pelo professor, tendo essas diferentes estratégias para estimular o aluno na busca do conhecimento/aprendizagem. Esta aprendizagem se dá quando o aluno faz a aplicação do conhecimento ao seu contexto de vida, adequando-o a seus próprios objetivos. Portanto torna-se responsável por aquilo que constrói - o conhecimento.
A conscientização de que o aluno tenha a condição de buscar e adquirir seu próprio conhecimento e que isso se dá por meio de pesquisas é de suma importância, as escolas devem focar em ensinar o aluno a saber aprender e organizar esse aprendizado. Dessa forma eles sairão da escola sabendo conduzir e construir seu próprio conhecimento, alçarão voos e terão prazer em fazê-lo.
Podemos aferir do artigo em questão que não há metodologias que sejam mais importantes que outras, todas são fundamentais para que aconteça a construção do conhecimento contextualizado e aquisição de habilidades para a formação de um profissional em sintonia com necessidades do mundo do trabalho contemporâneo. Cabe ao professor tentar inovar sempre que haja a possibilidade para que junto com os alunos possam aprender constantemente, afinal o conhecimento nunca será finito, sempre haverá novas formas de aprender e conhecer.
Refletir: a aula planejada pela família segue os pressupostas da Metodologia Ativa?
A aula planejada pela família no dia 03/05/2017, tenta seguir os pressupostos da metodologia ativa, sabemos que é um processo complexo, mas que trabalhando de forma interdisciplinar facilita a aplicação desta metodologia, em nosso plano visamos a autonomia dos alunos e os mesmos deveriam buscar os recursos, pesquisar e interagir com os colegas e produzir em dupla um vídeo sobre a dinâmica realizada, tornando-se construtor do seu conhecimento. Buscamos também como fonte de informação o conhecimento prévio do próprio aluno, saímos de dentro da sala de aula, afinal todos os ambientes são de aprendizagem e por fim nosso meio de avaliação foi contínuo .
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